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Com 30 anos de uma carreira dedicada a registros culturais históricos, Marcos Hermes vive duas de suas paixões: a fotografia e a música. Os mais admirados artistas do Brasil e do mundo em quase 700 capas de discos e em milhares de shows registrados, ao longo de uma trajetória, que o colocou entre os mais respeitados e requisitados profissionais do cenário fotográfico musical.

 

A experiência no mundo da fotografia conduziu o trabalho de Marcos também ao mercado internacional. O reconhecimento e a confiança se consolidaram e, desde então, passou a trabalhar como fotógrafo oficial para nomes como The Rolling Stones, Paul McCartney, Elton John, Beyoncé, Amy Winehouse, Steve Wonder, entre outros.

 

Marcos Hermes se destaca não somente no registro preciso de momentos únicos da música, como também no processo de conceituação criativa de projetos especiais, produção e direção de clipes musicais, curadoria de livros de fotografia para grandes clientes como Rock in Rio, Universal Music, Rádio Mix FM, Rio Montreux Jazz e Allianz Parque. Com sensibilidade, assina fotografias de espetáculos internacionais de dança, de teatro e outros contextos artísticos onde o movimento requer precisão.

 

Com relação ao Rock in Rio, Marcos Hermes é o fotógrafo com o maior número de registros do festival  na história, participando, até 2019, de 10 edições no Brasil, Portugal e Espanha, totalizando mais de 80.000 imagens, divididas entre projetos editoriais, coberturas exclusivas para artistas internacionais, como Def Leppard, Tears For Fears e Alicia Keys, além de capas de álbuns, como a edição especial do CD Live Era, do Guns & Roses e o DVD Sepultura + Tambours du Bronx. Publicou imagens de destaque no livro de 30 anos do festival e continua criando conteúdo visual para o Palco Sunset a convite do curador Zé Ricardo.

 

Marcos treinou e aguçou seu olhar ágil e inventivo no começo dos anos 90, trabalhando em jornais populares, atento à riquíssima cultura da periferia. Tal experiência foi determinante para a consolidação de sua carreira, no mercado editorial paulistano, a partir de 1999, com destaque em publicações nas revistas Veja, Quatro Rodas, Claudia, Bizz, Rolling Stone, entre outros.

 

Pertencente à última geração de “fotógrafos analógicos”, participou da grande revolução no universo das imagens: a implantação das primeiras fotos digitais em veículos da imprensa brasileira, projetos para gravadoras multinacionais e empresas do mercado da música e entretenimento. Testou as versões iniciais das câmeras digitais profissionais, utilizou as primeiras ferramentas e programas de manipulação de imagem, discutindo constantemente formas de consolidação das fotos digitais em impressos e em plataformas online.

 

Parte dessas três décadas de carreira está representada no livro Brasilerô. Trata-se de um tributo visual à música popular brasileira, a partir de uma curadoria sem preconceitos, adepta a experimentalismos, em todas as curvas da criação. É um documento histórico que registra o que se fez ouvir nas últimas décadas.